Extinção de civilizações – 5 passos largos para a morte de sociedades e culturas

 

Educação

 

Estamos prontos para esses 5 fatores? A história mostra que não.

 

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Uma cultura perdida, ficam as estátuas esculpidas pelos ancestrais da Ilha de Páscoa

Era um domingo de Páscoa, em 1722, quando o explorador holandês Jacob Roggeveen avistou de seu galeão um pedaço de terra perdido na vastidão do sul do oceano Pacífico. De longe, o lugar não era nada atrativo. Ao contrário da maioria das outras ilhas daquela parte do mundo, o terreno não tinha grandes árvores e a grama era tão seca que, a distância, parecia areia. Recebido por uma comitiva de nativos em canoas frágeis e cheias de remendos, Roggeveen resolveu desembarcar e surpreendeu-se com as gigantescas figuras de pedra, esculpidas na forma de rostos humanos, espalhadas ao longo do litoral. “Ficamos muito espantados, pois não compreendíamos como essas pessoas, que não dispunham de cordas fortes ou madeira adequada para construir máquinas, conseguiram erguer aquelas imagens com mais de 10 metros de altura”, escreveu em seu diário de bordo.

No interior da ilha, dentro da cratera de um vulcão extinto onde as estátuas costumavam ser esculpidas, o ambiente era fantasmagórico. As ferramentas utilizadas pelos escultores espalhadas pelo chão, estátuas inacabadas e outras deixadas para trás nas estradas que levavam ao litoral davam a impressão de que o lugar havia sido abandonado.

Quase 300 anos depois, o mesmo mistério que intrigava o capitão holandês ainda paira no pensamento de quem desembarca no aeroporto de Mataveri e depara com os enormes moais, as colossais estátuas de pedra que resistem há séculos na ilha de Páscoa. Entre esses visitantes está o biólogo americano Jared Diamond. Professor da faculdade de medicina da Universidade da Califórnia, Diamond é autor do livro Collapse, que investiga os motivos pelos quais as sociedades desaparecem. A trágica história dos construtores de moais se repetiu em diferentes épocas com civilizações pequenas ou grandes, poderosas ou minúsculas. E o que Diamond percebeu é que elas desapareceram por motivos semelhantes – na verdade, com apenas 5 fatores é possível explicar o desaparecimento de todas as civilizações da história. Até a civilização em que vivemos hoje – cheia de maravilhas tecnológicas e com dezenas de países interligados – poderia sofrer esse mesmo fim. Conheça esses perigos – e a história das sociedades que se expuseram a eles.

Destruindo o ambiente

A chave para entender o misterioso desaparecimento dos construtores de moais está em uma ilha muito diferente da terra infértil e desmatada que Roggeveen encontrou. Analisando o pólen conservado por milhares de anos no fundo de pântanos na ilha de Páscoa, cientistas descobriram que, quando os primeiros polinésios chegaram lá, provavelmente há cerca de 1 400 anos, encontraram um pequeno paraíso. Eram 166 quilômetros quadrados cobertos por uma densa floresta subtropical que crescia sobre o solo fértil de origem vulcânica do qual a ilha é formada. Entre a vasta vegetação nativa, a planta mais comum era uma espécie de palmeira alta e robusta que só existia ali. Além de ter uma madeira forte o bastante para a construção de embarcações e para ajudar a transportar os moais, a palmeira fornecia nozes para a alimentação dos moradores.

A riqueza da fauna também se refletia nas panelas da ilha. Carne de golfinho, de focas e de 25 tipos de pássaros selvagens compunham o banquete – tudo cozinhado no fogo da lenha retirada da floresta. Também, haja comida. Pelos cálculos da arqueóloga Jo Anne Van Tilburg, da Universidade da Califórnia, cerca de 25% dos alimentos produzidos na ilha eram consumidos na intensa produção e transporte de estátuas. Estima-se que eram necessárias até 500 pessoas, utilizando cordas e uma espécie de trenó feito de grandes toras de palmeiras, para arrastar os moais por 14 quilômetros até o litoral.

A partir do ano 1200, a produção de estátuas entrou num ritmo mais acelerado, que durou por cerca de 300 anos. Era preciso cada vez mais madeira, cordas e alimentos para sustentar a crescente disputa entre os clãs que dominavam a ilha, que competiam para ver quem erguia as maiores estátuas. A competição, no entanto, acabou sem vencedores. Pouco depois de 1400, a floresta já não existia e a última palmeira foi cortada, extinta juntamente com outras 21 espécies de plantas nativas. Com a floresta, foram-se as fibras que eram transformadas em cordas, utilizadas em conjunto com as toras no transporte dos moais. Sem troncos fortes para construir canoas resistentes, capazes de ir até alto-mar, a pesca diminuiu muito e a carne de golfinho virou raridade nas refeições. As colheitas também foram prejudicadas pelo desmatamento, já que não havia mais vegetação para proteger o solo da erosão causada pelos ventos e pela chuva. Com seu habitat devastado, todas as espécies de pássaros que voavam pela ilha foram finalmente extintas.

Sem ter o que comer, o número de habitantes foi reduzido a um décimo dos 20 mil que chegaram a viver na ilha no auge do culto aos moais. Os moradores, famintos, finalmente cederam ao canibalismo. Em vez de ossos de pássaros ou golfinhos, arqueólogos passaram a encontrar ossos humanos em escavações de moradias datadas desse período. Muitos deles foram quebrados para se extrair o tutano. Até hoje, um dos maiores insultos que se pode dizer a um inimigo na ilha da Páscoa é algo como “tenho a carne da sua mãe presa entre meus dentes”. Não sobrou madeira nem pra palito.

O nome do crime cometido pelos nativos da ilha de Páscoa é ecocídio. Explore demais os recursos naturais de uma área e ela estará sujeita a um desequilíbrio que pode levar ecossistemas inteiros ao desaparecimento. Como todo ser humano depende desses recursos, um ecocídio acaba levando ao fim de civilizações inteiras. Às vezes, nem é preciso muito esforço: a própria natureza cuida de mudar todo o ambiente.

Os Vikings não resistiram à era glacial, sendo expulsos pelos esquimós

Os Vikings não resistiram à era glacial, sendo expulsos pelos esquimós

Que o digam os vikings. No ano 982, eles estabeleceram uma de suas comunidades em um fiorde na Groenlândia. O clima ali não era tão extremo e o lugar tinha pastos onde criavam ovelhas, cabras e gado. Além disso, os vikings completavam a alimentação caçando focas e caribus e trocando mercadorias com o continente. Só que, por volta do ano 1400, o tempo fechou. Foi a chegada da “pequena era glacial”, uma mudança climática que esfriou o planeta por quase 500 anos. Os verões ficaram mais curtos, o que dificultou a criação de gado. As focas e os caribus fugiram para outras regiões. Enormes blocos de gelo atrapalharam a navegação e impediram o comércio com o continente. A única comida que sobrou foram os peixes, que os vikings não comiam por motivos religiosos. Já os esquimós, que habitavam a vizinhança, não tinham nenhum problema quanto aos frutos do mar e conseguiram se manter, para a infelicidade dos conquistadores nórdicos. É que as relações entre as duas tribos nunca foram das mais amigáveis, o que pode ser visto em um relato viking do século 15 sobre os vizinhos: “quando eles recebem uma punhalada superficial, ficam com uma ferida branca, que não sangra. Mas quando são feridos mortalmente, sangram sem parar”. Com a chegada do frio, os poucos nórdicos que restaram foram exterminados pelos esquimós.

Disputas entre homens

Guerras destruíram a cultura maia

Guerras destruíram a cultura maia

Não se pode culpar só a natureza pelo fim das civilizações. Como qualquer economista diria, crises comerciais podem ser tão destruidoras quanto a pior das catástrofes ambientais. Foi o que aconteceu, por exemplo, em outras duas ilhas do Pacífico Sul. Pitcairn possuía ótimas fontes de minério para a produção de ferramentas e Henderson, a 150 km dali, concentrava o maior número de pássaros da região. As 2 dependiam de uma terceira ilha, Mangareva, para conseguir árvores próprias para fazer canoas e ostras que eram transformadas em anzóis para pescaria. A partir de 1400, surgiu então uma intensa rota de comércio entre as 3 ilhas. Enquanto isso, a população de Mangareva aumentava à medida que a ilha prosperava. O problema é que o número de habitantes cresceu tanto que os recursos – antes abundantes – começaram a ficar escassos. As florestas foram derrubadas e o solo não resistiu e acabou erodindo. Os alimentos já não eram mais suficientes nem para os moradores de Mangareva, quanto mais para as exportações das quais dependiam os vizinhos de Pitcairn e Henderson. Mangareva entrou em guerra civil e as matérias-primas pararam de chegar às outras 2 ilhas, que se viram isoladas. Definharam até que o último habitante deixou cada uma delas ou morreu.

Você já deve ter percebido a esta hora que aquela história de que uma tragédia nunca vem sozinha faz sentido. Não contentes em sofrer com problemas naturais e comerciais, muitas sociedades acabam entrando em guerra pelos poucos recursos que sobram. E esse fator só acelera o colapso da civilização. Os maias, instalados na península de Yucatán, no México, eram uma das civilizações mais avançadas da América pré-colombiana. Tinham calendário e escrita próprios, desenvolveram conhecimentos relativamente sofisticados em arquitetura e astronomia, mas, mesmo assim, falharam em resolver os problemas que levaram sua civilização à ruína. Com uma população que ultrapassava os 5 milhões, plantações tomaram o lugar de florestas inteiras na tentativa de alimentar todo mundo. Mas a devastação resultou em erosão, empobrecimento do solo e aumento das secas. Mais gente e menos comida, no fim das contas. As constantes guerras se intensificaram e acabaram se tornando batalhas por terras e alimentos. Os reis maias preferiram se isolar a tentar resolver os problemas que dizimavam seus súditos. “Eles apenas foram os últimos a morrer de fome”, afirma Diamond.

Vamos sobreviver?

O estopim para que uma sociedade vire poeira está, para Diamond, na combinação destes 4 fatores: destruição do meio ambiente, alterações climáticas, crises nas relações comerciais e guerras. Só que é preciso um quinto fator – o mais importante de todos – para liquidar de vez um povo: a estupidez. Qualquer problema minúsculo pode acabar com um povo se ele for incapaz de se adaptar. Por outro lado, alguns povos atravessaram catástrofes terríveis e continuaram vivos por muitos séculos.

A grande preocupação de Diamond é que, hoje, as grandes potências estão incorrendo nesses erros – e, para piorar, não dão sinais de que vão se adaptar ou corrigir a situação tão cedo. Olhando em retrospectiva, fica claro que as sociedades antigas cometeram erros óbvios. Destruir a floresta da qual depende sua sobrevivência, como fizeram os polinésios da ilha de Páscoa, além de burrice, significa cometer suicídio. “Hoje temos mais de 6 bilhões de pessoas, equipadas com máquinas pesadas e energia nuclear, enquanto os nativos da ilha de Páscoa não passavam dos 20 mil habitantes com ferramentas de pedra e a força dos próprios músculos. Mesmo assim, eles conseguiram devastar o ambiente e levar sua sociedade ao colapso”, diz Diamond.

Segundo o biólogo, nossa maior vantagem é a possibilidade de aprender com os erros de nossos antepassados. “É uma questão de transformar conhecimento em ações concretas. Apesar de sabermos das conseqüências, não agimos o bastante”, diz Eric Neumayer, especialista em desenvolvimento sustentável da Escola de Economia de Londres, Reino Unido. Ele cita como exemplo o Protocolo de Kyoto, acordo internacional em que 141 nações se comprometem a reduzir a emissão de poluentes que contribuem para o aquecimento global. Mesmo sabendo das possíveis conseqüências de uma mudança climática, os EUA – os maiores responsáveis pela emissão de dióxido de carbono na atmosfera – preferiram não participar do tratado. “Não adianta se isolar. As partes ricas do mundo precisam descobrir como viver sem arruinar a atmosfera para o resto do planeta”, diz John Mutter, vice-diretor do Instituto Terra, da Universidade de Columbia, em Nova York. “Os países africanos, por exemplo, vão ficar mais pobres. Haverá mais conflitos e mais mortes. Se não fizermos nada, a situação não vai se estabilizar. Apenas vai ficar pior, pior e pior”, diz. Mas, na opinião dos cientistas, não há motivos para perder a esperança. “Nossas sociedades precisam produzir e consumir causando muito menos impacto ambiental do que hoje. Chegar lá não é fácil, mas é possível”, afirma Neumayer. Difícil mesmo é saber o que estava pensando o lenhador quando cortou a última palmeira da ilha de Páscoa. O que quer que fosse, tomara que não precisemos passar pela mesma experiência.

 

Fator 1 – Ecocídio

Caso: Ilha de Páscoa

O que é: Explorar os recursos naturais até que eles se esgotem.

Como foi: Os nativos da ilha de Páscoa tinham tanta madeira e outros materiais que se davam ao luxo de empregar grande parte de seus recursos na construção de estátuas gigantescas. No século 15, as últimas árvores foram derrubadas e, com elas, caiu a civilização.

Fator 2 – Crise mercantil

Caso: Ilhas do Pacífico Sul

O que é: Mudanças nas relações com parceiros comerciais.

Como foi: Isoladas no meio do Pacífico, as ilhas de Pitcairn e Henderson dependiam de outra ilha, Mangareva, no fornecimento de materiais para pesca. No século 14, um ecocídio em Mangareva acabou com o comércio e obrigou os nativos das 2 ilhotas vizinhas a mudarem para outro lugar.

Fator 3 – Guerras

Caso: Maias

O que é: Disputas internas ou com países vizinhos.

Como foi: Nos seus últimos períodos, a civilização Maia enfrentava um grave problema de seca, solo empobrecido e fome. Em vez de buscarresolvê-lo, a população começou a disputar os poucos alimentos que restavam, em verdadeiras batalhas.

Fator 4 – Mudanças no clima

Caso: Vikings na Groenlândia

O que é: Geadas, secas e outras catástrofes causadas pelo clima.

Como foi: Os vikings conseguiram prosperar durante séculos em terrenos da Groenlândia onde o clima era mais ameno. Uma “pequena era glacial”, no entanto, tornou o clima mais severo, diminuiu a comida, dificultou a navegação e permitiu que fossem expulsos dali pelos esquimós.

Fator 5 – Estupidez

Caso: Anasazi

O que é: Não saber lidar com problemas fatais quando eles aparecem.

Como foi: Os índios Anasazi, do sudoeste dos EUA, começaram a sofrer com as conseqüências de um desmatamento aliado a uma forte seca no século 12. Diante disso, a resposta da elite foi se isolar e continuar explorando a população pobre. Um dia, o povo entrou em colapso.

 

Para saber mais

Collapse – Jared Diamond, Viking Adult, EUA, 2005

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Pesquisa científica: dados podem levar a conclusões diversivficadas e errôneas

Agronomia

 

As linhas de pesquisa remetem a várias conclusões, podendo significar resultados não-verdadeiros

 

pesquisa cientificaEm 2003, um grupo de cientistas italianos (de onde mais?) constatou que comer pizza poderia prevenir alguns tipos de câncer do sistema digestivo. Para chegar a essa conclusão, examinaram 3 315 pessoas com a doença e as contrastaram com outros 5 mil indivíduos que não tinham câncer. Entre os saudáveis havia muito mais pessoas que comiam pizza do que no grupo dos doentes. De posse de dados tão conclusivos, publicaram os resultados no International Journal of Cancer. Quatro anos depois, um novo estudo, feito por cientistas chineses, constatou que uma dieta rica em proteína animal (que inclui a boa e velha mussarela das pizzas) aumenta em até 50% o risco de câncer no sistema digestivo. Para chegar a essa conclusão, pegaram 1 204 mulheres com o tumor e as compararam com 1 212 outras saudáveis. As saudáveis comiam menos proteína animal (ou seja, queijo) do que as doentes. Adivinhe o que fizeram então os chineses? De posse de dados tão conclusivos, publicaram os resultados no International Journal of Cancer. Mas e aí, aquela pizzada evita ou estimula o câncer? O que esses estudos nos dizem sobre o hábito de comer pizza?

Na realidade, os estudos não nos ensinam nada sobre pizza – mas muito sobre ciência. Quem acompanha com frequência o noticiário já percebeu que nem sempre dá para botar fé nos resultados científicos que pululam na mídia. Um dia, comer ovo protege o coração; no dia seguinte, aumenta o risco de enfarte. Aspirina uma hora ajuda a mitigar o mal de Alzheimer; na outra, não faz efeito. A ciência parece ter a inexplicável característica de conseguir provar qualquer coisa. Mas como isso pode acontecer?

Números e números
pesquisarApesar de tantos resultados contraditórios, é difícil calcular uma proporção de erros para pesquisas científicas. Uma das únicas tentativas feitas até hoje é um estudo da Universidade Tufts, de Boston, que afirma que mais de 50% dos resultados que nos são apresentados diariamente pelos cientistas estão errados. Para o autor do trabalho, John Ioannidis, até mesmo praticando a “boa ciência” (ou seja, baseada em premissas razoáveis e protocolos confiáveis), é possível obter um resultado que seja cientificamente defensável, mas absolutamente falso. E ele tem fortes motivos para acreditar nisso.

Fazer ciência significa elaborar uma hipótese e executar um experimento para sustentá-la. É aí que está o primeiro gancho: tudo que um cientista imaginar pode ser estudado. Para cada trabalho que comprova, vamos dizer…, que comer ameixa ajuda no funcionamento do intestino, pode haver dezenas de outros provando que ameixas previnem resfriados ou curam dores nas costas, por exemplo. “O problema básico é que há muito mais hipóteses falsas no mundo do que verdadeiras. Assim, se você testar todas as hipóteses que surgirem na sua cabeça, a maioria das que parecerem verdadeiras será na verdade falsa”, diz Alex Tabarrok, economista da Universidade George Mason, no Canadá.

Para testar esses milhões de hipóteses possíveis, os cientistas então se munem de amostras enormes para extrair resultados relevantes. “Amostras maiores são melhores. Mas nem sempre resolvem o problema”, afirma Tabarrok. É o caso dos estudos das pizzas. Cada um analisou milhares de pessoas – e ainda assim resultaram em conclusões opostas. Ocorre que, por melhores que sejam as amostras, às vezes elas tendem a confirmar hipóteses falsas. Segundo análises estatísticas, erros assim ocorrem em mais ou menos 5% dos casos. É algo parecido com o que acontece com as pesquisas de intenção de voto. Costumam acertar na mosca – mas nem sempre.

Não é difícil entender os perigos armados por correlações estatísticas. O método é arriscado para chegar a conclusões definitivas. Afinal, a correlação estatística (que analisa dois fatores distintos como “mais pizza/menos câncer”) pode ser explicada por alguma outra coisa que o estudo não considerou. Isso aconteceu em 2007, quando uma pesquisa da Universidade Harvard, nos EUA, relacionou o consumo de soja com infertilidade masculina. O dado deixou milhares de homens com medo de tofu, mas poucos prestaram atenção num detalhe. Os voluntários do estudo (que, aliás, eram somente 99) foram angariados numa clínica de reprodução. Ou seja, provavelmente já tinham problemas de fertilidade – independentemente do consumo de soja.

Ciência best seller
A coisa só piora quando os cientistas precisam justificar o financiamento às suas linhas de pesquisa. O que acontece, então, é que eles se concentram sempre nos mesmos tópicos quentes. É o caso do estudo das células-tronco ou de análises de risco de doenças com base na genética: são assuntos que estão na moda – e precisam lutar entre si por um espaço ao sol. É aí que entra o fantasma do hype, o gosto de revistas por publicar resultados bombásticos, mesmo que não sejam os mais precisos (ou você já viu uma pesquisa anunciando que algo não causa alguma doença?). Ultimamente, a situação ficou tão crítica que a Nature, revista científica mais prestigiada do planeta, estabeleceu um canal para pesquisadores apontarem se há algo hype nos artigos que andam publicando. Tanta preocupação se justifica. O estudo de Ioannidis, o que afirma que a maioria das pesquisas está errada, acompanhou 49 trabalhos que foram publicados nas mais importantes revistas científicas do mundo – e mostrou que um terço deles foi desmentido em poucos anos. Ou seja, tem gente publicando resultados bombásticos demais – o que é bom para os negócios e péssimo para a ciência.

O que também determina a publicação de uma pesquisa é o sistema de peer-review (“revisão por pares”), em que um trabalho só recebe a chancela de uma revista científica depois que outros cientistas julgam se tratar de boa ciência. Quem conhece bem esse sistema é o físico português João Magueijo, do Imperial College, de Londres. Ele tentou propor uma teoria em que a velocidade da luz não fosse constante – uma ideia que contrasta com a Teoria da Relatividade de Einstein. Resultado: todos seus artigos foram recusados. “Qualquer ideia muito nova tem um problema já no início”, diz Magueijo. Para ele, os grandes papas da ciência, que julgam os novos artigos, costumam rejeitar propostas diferentes do status quo porque passaram a vida se dedicando a noções consagradas. “Sim, existem problemas no peer-review”, diz Henry Gee, editor da Nature. “Mas, num todo, ainda funciona. Afinal, quem dá o parecer também é autor, e espera que seu próximo estudo seja tratado com justiça. Por isso, tenderá a ser justo.” Ainda assim, se não houvesse falhas, como explicar grandes fraudes, como a do sul-coreano Woo-suk Hwang, que em 2004 disse ter clonado humanos?

Eis que a ciência não é aquele conjunto de verdades que gostaríamos que fosse. No fim das contas, avanços são inegáveis. Mas, quando os cientistas estão ainda testando hipóteses, o processo é muito mais tor-tuoso do que se imagina. Só não podemos desprezar o valor da pesquisa. Até mesmo trabalhos pouco conclusivos são importantes. “Alguns dos resultados de baixa credibilidade podem levar a novos modos de pensar. Gostaria apenas que não tivéssemos vergonha de dizer ‘encontramos algo muito interessante, mas que tem apenas 1% de probabilidade de ser verdadeiro’”, diz Ioannidis. Aí, quem sabe, não teríamos de quebrar a cabeça para saber se o delicioso ovo da página anterior faz bem ou mal.

Os caminhos da ciência

Pegamos 3 hipóteses testadas sobre ovo que resultaram em conclusões bem diferentes. E tudo com base na ciência

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Mister M – 1ª temporada – Ep. 7 (em inglês)

Entretenimento

Episódios do especial da BBC, em inglês, 1ª temporada

 

mr mOs episódios originais de 1999, em português, são difíceis de achar mas, já que o importante é o truque em si e seu visual, confira:

 

 

Novos episódios em breve!

mister m

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Mister M – 1ª temporada – Ep. 03 (em inglês)

Entretenimento

Episódios do especial da BBC “Magic’s Biggest Secrets Finally Revealed – 1ª temporada, em inglês

 

mr mOs episódios originais de 1999, em português, são difíceis de achar mas, já que o importante é o truque em si e seu visual, confira:

 

 

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Jogando Legend OnLine

Especiais

Fiz minha conta no Legend OnLine. Divirta-se você também!

 

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Conheci o jogo através de um aplicativo do Facebook, para o link da página. Minha profissão é a de Feiticeiro, a mais fraca porém a de maior estratégia e meu apelido é CarlosDionat. Abaixo trago alguns detalhes da mesma e, seguidamente, apresentarei outros posts relacionado com o jogo.

 

Feiticeiro – Dicas

1 – Atributos

O atributo mais importante para o mago é MAGIA, sempre deverá ser
o seu maior atributo. Geralmente seguido por Resistência. Defesa também
é muito importante visto que 2 das 3 classes usam ataques físicos, defesa
não pode ser ignorada.
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2 – Gemas

Magia -> Todos os seus equipamentos devem conter magia SEMPRE.
Defesa/Resistência/Vida -> Nos equipamentos épicos obviamente podemos ter as 3 gemas, porém quando o set não for épico teremos que tirar uma das 3. Ai depende muito da situação, no meu caso o server tem muito Arqueiro/Guerreiro e pouco mago, logo eu escolhi tirar resistência e focar Vida e Defesa, mas depende muito de cada caso.

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 – Cosmos

Você irá precisar de muito OURO para fazer os cosmos.
Como mago você não vai querer ir para build crítico, ao invés disso utilize o cosmo DEUS ARES.
Você NÃO será forte se não possuir bons cosmos, então invista nisso.
Vou ordenar os cosmos por ordem de importância.
1) Magia
2) Resistência ou Defesa
3) Defesa ou Resistência
4) Espírito do Deus ares
5) Sopro do Dragão
6) Olho da Morte/Bloqueio(O bloqueio vai combar muito bem quando pegar a medalha Grande Almirante ou Lorde Sagrado, então use apenas quando possuir esse título)
7) Espelho de Ilusão, Toque da Deusa, Coração Corrompido, Espírito Nulo

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4 – Purificação do Set

Outra forma importante de aumentar seus atributos é purificando bem os equipamentos.
Tente colocar primeiro pelo menos 2 atributos essenciais, nesse caso Inteligência e Magia em todos os equipamentos. Feito isso, passe a purificar buscando 3 atributos(Inteligência, Magia e Proteção) em todos os equipamentos. A purificação perfeita ficaria assim: Inteligência, Magia, Proteção, Defesa e Resistência/Físico.

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Importante: Você vai precisar de muitas pedras de purificação para conseguir uma boa purificação. Para isso faça a campanha CEMITÉRIO DOS DRAGÕES todos os dias e DECOMPONHA os equipamentos conseguidos nela.

5 – Fortalecimento do Set

Nem precisa de muita explicação, sempre fortaleça seu equipamento ao MÁXIMO!

6 – Montaria

Foque sempre INTELIGÊNCIA, deixando sempre Proteção e Físico razoavelmente upados.

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7 – Seminário

Priorize Magia, Defesa e Resistência, mas NUNCA ignore os atributos dos soldados. Você precisa que seus soldados aguentem o tranco para que você bata mais, pois quando eles morrerem você não vai aguentar muito tempo.

8 – Dom Natural

Pegue 1 level de Sobrevivente e 1 level de Fortificante. Após isso upe o seu selo o máximo que conseguir, você não quer ser stunado para sempre.

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9 – Apercepção

Você obviamente vai usar apercepção de MAGIA. Você vai usar demônio, e na descrição da apercepção diz que converte a MAGIA do seu soldado em MAGIA para o seu mago. Porém na realidade converte Magia OU Ataque do seu soldado em magia para o seu mago.

10 – Habilidades

Sua habilidade mais importante para pvp é Chamas de Fogo seguida de Meteoro. Use raio quando elas estiverem no CD.
Você como mago realmente vai precisar de dupla habilidade para poder fazer as Multiplayers do level 50+.
Se você não possui cash para colocar habilidade dupla, faça uma build hybrida, vou mostrar como:

Build AOE (Dano em área) – Level 56

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Build Full Cura (Multiplayer) – Nv 56

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Build Hybrida (Pra quem não tem habilidade dupla) – Nv 56

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Bom, se você seguir a risca esse tutorial certamente fará um bom mago. E lembre-se, nesse jogo tudo leva tempo(e um pouco de diamantes). Em breve postarei mais dicas e detalhes da minha guilda, a Guardians.Saudações e até a próxima!

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Mister M – 1ª temporada – Ep. 02

Entretenimento

Episódios do especial da BBC “Magic’s Biggest Secrets Finally Revealed – 1ª temporada, em inglês

 

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Mister M – 1ª temporada – Ep. 01(em inglês)

Especiais

Episódios do especial da BBC “Magic’s Biggest secrets Finally Revealed – 1ª temporada, em inglês

 

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Fotossíntese: Animação em inglês

Agronomia

Entenda como ocorrem as fases Fotoquímica e Bioquímica da fotossíntese

 

Minha professora de Fisiologia Vegetal indicou essa animação, com áudio e legenda em inglês. Aconselho o leitor a acompanhar o vídeo sem volume e acompanhar os passos com um livro confiável (Taiz & Zeiger, por exemplo) auxiliando o processo de aprendizagem.

fotossíntese é o processo pelo qual a planta sintetiza compostos orgânicos a partir da presença de luz, água e gás carbônico. Ela é fundamental para a manutenção de todas as formas de vida no planeta, pois todas precisam desta energia para sobreviver. Os organismos clorofilados (plantas, algas e certas bactérias) captam a energia solar e a utilizam para a produção de elementos essenciais, portanto o sol é a fonte primária de energia. Os animais não fazem fotossíntese, mas obtém energia se alimentando de organismos produtores (fotossintetizantes) ou de consumidores primários. A fotossíntese pode ser representada pela seguinte equação:

 

luz
6H2O + 6CO2 -> 6O2 + C6H12O6
clorofila

A água e o CO2 são pouco energéticos, enquanto que os carboidratos formados são altamente energéticos. Portanto a fotossíntese transforma energia da radiação solar em energia química.

31-fotossintese

Através da fotossíntese as plantas produzem oxigênio e carboidratos a partir do gás carbônico. Na respiração ela consome oxigênio e libera gás carbonico no ambiente, entretanto em condições normais, a taxa de fotossíntese é cerca de 30 vezes maior que a respiração na mesma planta, podendo ocorrer momentos em que ambas serão equivalentes.

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Piada: Como ser feliz no amor

Piadas

 

A diferença entre como fazer um homem feliz e uma mulher... Bom, fica a pergunta: "Mestre, como fazer minha mulher feliz?" hehe

A diferença entre como fazer um homem feliz e uma mulher… Bom, fica a pergunta: “Mestre, como fazer minha mulher feliz?” hehe

 

Como fazer um HOMEM feliz ???

É necessário apenas:
1) Sexo;
2) Comida;
3) Cerveja;
4) Futebol.
Como fazer uma mulher feliz ???

A história começa assim…
No mais alto pico do Tibet vive o mais sábio homem do mundo.
Certa vez um rapaz foi à sua procura e perguntou-lhe:
– Mestre dos mestres! Qual o caminho mais curto e seguro para o coração de uma mulher?
O mestre respondeu-lhe:
– Não há caminho seguro para o coração de uma mulher, filho.
Só trilhas à beira de penhascos e caminhos sem mapas, cheios de pedras e serpentes venenosas..
– Mas, então, mestre… O que devo fazer para conquistar o coração da minha amada?
Então lhe disse o grande guru:
– Fazer uma mulher feliz é fácil.
– Só é necessário ser:
1) Amigo
2) Companheiro
3) Amante
4) Irmão
5) Pai
6) Chefe
7) Educador
Cozinheiro
9) Mecânico
10) Encanador
11) Decorador de Interiores
12) Estilista
13) Eletricista
14) Sexólogo
15) Ginecologista
16) Psicólogo
17) Psiquiatra
18) Terapeuta
19) Audaz
20) Simpático
21) Esportista
22) Carinhoso
23) Atento
24) Cavalheiro
25) Inteligente
26) Imaginativo
27) Criativo
28) Doce
29) Forte
30) Compreensivo
31) Tolerante
32) Prudente
33) Ambicioso
34) Capaz
35) Valente
36) Decidido
37) Confiável
38) Respeitador
39) Apaixonado
40) E, de preferência, RICO!!!
– Não cuspa no chão;
– Não coce o saco na frente dela;
– Não arrote alto. Aliás, não arrote;
– Dê flores e muitos.. Muitos presentes;
– Corte e limpe as unhas.. Não coma as unhas;
– Não peide sob o cobertor. Aliás, não peide.
– Levante a tampa do vaso antes de mijar.
– Deixe ela ter ciúme de você, ela pode;
– Use desodorante (que preste);
– Dê descarga depois de sair da privada;
– Não fale palavrão;
– Não seja engraçadinho com os outros;
– Não fale mal da mãe dela. Aliás, ame a mãe dela;
– Não tenha ciúme dela;
– Não fique barrigudo. Aliás, não engorde;
– Não demore no banho;
– Não chegue tarde em casa.
– Saia para trabalhar e volte correndo;
– Não beba até tarde com amigos. Aliás, não tenha amigos;
– Não seja pão-duro. Use pelo menos 2 cartões de crédito;
– Não diga que mulher não sabe dirigir;
– Não olhe para outras mulheres…. Aliás, não existem outras mulheres;
– Aprenda a cozinhar;
– Diga ‘eu te amo’ pelo menos 05 vezes por dia;
– Lave a louça;
– Ligue para ela, de qualquer lugar;
– Deixe ela conversar durante horas ao telefone;
– Não ronque;
– Não seja fanático por futebol;
– Faça a barba todos os dias para não arranhá- la;
– Nunca reclame de nada;
– Repare quando ela cortar o cabelo, mesmo que seja apenas as pontinhas, e diga sempre que ficou lindo…
E é muito importante ainda não esquecer as datas do seu: aniversário, noivado, casamento, formatura, menstruação, data do Primeiro beijo; aniversário da mãe, tia, irmão ou irmã mais querida; aniversário dos avós, da melhor amiga… E do gato
Infelizmente, o cumprimento de todas estas instruções não garante 100%
a felicidade dela, porque poderia sentir-se presa a uma vida de sufocante perfeição.
– E o mais importante, meu rapaz… Espere… Volte aqui…
NÃO… NÃO PULE… NÃO SE MATEEEEEEEEEEEEE!!!!

 

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Piada – Brincadeira entre amigas

Piadas

 

Três amigas, uma namorada, uma casada e uma amante decidiram fazer uma brincadeira:
Seduzir seus homens usando uma capa, corpete de couro, máscara nos olhos e botas de cano alto, para depois dividir a experiência entre elas.

No dia seguinte, a namorada iniciou a conversa:
– Quando meu namorado me viu usando o corpete de couro, botas com 12 cm de salto e máscara sobre os olhos, me olhou intensamente e disse: ‘Você é a mulher da minha vida, eu te amo’. Fizemos amor apaixonadamente.
A amante contou a sua versão:
– Encontrei meu amante no escritório, com o equipamento completo! Quando abri a capa, ele não disse nada, me agarrou e fizemos amor a noite toda, na mesa, no chão, de pé, na janela, até no hall do elevador!

Aí a casada contou sua história:
– Mandei as crianças para a casa da minha mãe, dei folga pra empregada, fiz depilação completa, as unhas, escova, passei creme no corpo inteiro, perfume em lugares estratégicos e caprichei: capa preta, corpete de couro, botas com salto de 15 cm, máscara sobre os olhos e um batom vermelho que nunca tinha usado. Pra incrementar, comprei uma calcinha de lycra preta com um lacinho de cetim no ponto G. Apaguei todas as luzes da casa e deixei só velas iluminando o ambiente. Meu marido chegou, me olhou de cima abaixo e disse:

- Fala aí, Batman, cadê a janta?

Quem terá sido o atrevido? hehehehehe

Viu? Nunca se case, chinoquinha… hehe

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Prions – Proteínas Ativas com propriedades infectantes

Agronomia

 

Essas biomoléculas sofrem mutação gênica, causando doenças 

 

prions
Príons
são moléculas proteicas que possuem propriedades infectantes. O nome príon vem do inglês proteinaceous infectious particles, que quer dizer partículas proteicas infecciosas. Tais partículas se distinguem de vírus e bactérias comuns por serem desprovidos de carga genética.

Existe um gene, denominado prinp, que é responsável pela síntese da proteína príon celular (PrPc). Na sua forma normal e saudável, essa proteína, além de participar do processo de diferenciação neural, ela defende os neurônios de condições que podem levar à sua destruição. Uma mutação do gene prinp provoca a formação defeituosa da PrPc, que se transforma em príon. Essa molécula proteica infectante é capaz, ainda, de alterar a forma de outras proteínas saudáveis, que, a partir daí, também adquirem um comportamento priônico. Os príons podem até mesmo produzir réplicas de si mesmos (por mecanismos ainda desconhecidos).

Os príons possuem estruturas bastante estáveis e são resistentes a enzimas digestivas, calor, algumas substâncias químicas e até à radiação ultravioleta, condições que normalmente degradam proteínas e ácidos nucleicos. Também não existe nenhum mecanismo de defesa imunológica capaz de neutralizar essa partícula infectante, o que torna ainda mais rápida a sua disseminação.

Por ser oriundo de uma proteína do sistema nervoso, os príons afetam exatamente os neurônios. A infecção por tais moléculas pode ocorrer por herança genética, consumo da carne de animais infectados, aplicação de hormônios, utilização de instrumentos cirúrgicos contaminados ou por uma mutação casual. E seja qual for o mecanismo de infecção, não há procedimento de rotina que possa identifica-los.

As doenças provocadas por príons não têm cura e são frequentemente classificadas como encefalopatias espongiformes, devido ao aspecto esponjoso que o cérebro adquire com a infecção. A mais conhecida dessas doenças é a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como mal da vaca louca. Essa doença é evolutiva e provoca a degeneração dos neurônios de bovinos, que passam a apresentar comportamentos anormais e morrem dentro de pouco tempo.

Outros exemplos de doenças causadas por príons:

Kuru – doença de evolução rápida, que, entre outros danos, provoca perda da coordenação muscular (ataxia) e tremores. Os indivíduios infectatados podem morrer em até 1 ano após o surgimento da doença.

Síndrome de Gerstmann-Straussler-Scheinker – síndrome hereditária rara, de evolução lenta e progressiva, cujos sintomas são ataxia, perda da coordenação motora, degeneração do cerebelo e dificuldade de locomoção. Os portadores da doença começam a desenvolver os sintomas entre os 35 e 60 anos de idade; estima-se que a sobrevida desses indivíduos seja de 5 anos, contados após o aparecimento dos sintomas.

Insônia Familiar Fatal – trata-se de um distúrbio do sono hereditário, caracterizado principalmente pela incapacidade de dormir. Os sintomas aparecem, em geral, a partir dos 40 anos de idade, sendo eles, falta de atenção, perda da coordenação motora, taquicardia, sudorese, entre outros. Tais sintomas evoluem rapidamente para turvação da consciência, demência e morte.

Síndrome de Alpers – doença congênita progressiva, cujos sintomas podem surgir ainda no primeiro dia de vida da criança. O desenvolvimento lento, ataques apopléticos frequentes, perda das capacidades muscular e intelectual e dureza dos membros são alguns dos sintomas da doença.
Graças ao seu trabalho que levou à descoberta dos príons, o cientista estadunidense Stanley Prusiner recebeu o prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia em 1997.

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Classificação – 14ª Rodada – 1ª Fase – Gauchão 2014

Gauchão 2014

1ª FASE – GRUPOS
Grupo A
Pos
 
Equipe
Pts
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
Internacional
Internacional
35
14
11
2
1
27
9
18
83
Brasil-Pel
Brasil-Pel
26
14
7
5
2
17
6
11
61
Veranópolis
Veranópolis
22
14
5
7
2
16
12
4
52
Juventude
Juventude
19
14
5
4
5
15
15
0
45
São José-PoA
São José-PoA
17
14
4
5
5
13
16
-3
40
Lajeadense
Lajeadense
16
14
4
4
6
14
14
0
38
Aimoré
Aimoré
16
14
4
4
6
16
22
-6
38
Esportivo
Esportivo
13
14
3
4
7
15
24
-9
30
Grupo B
Pos
 
Equipe
Pts
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
Grêmio
Grêmio
26
14
7
5
2
25
13
12
61
SER Caxias
SER Caxias
24
14
7
3
4
21
15
6
57
Novo Hamburgo
Novo Hamburgo
20
14
6
2
6
15
16
-1
47
Cruzeiro-PoA
Cruzeiro-PoA
18
14
4
6
4
15
20
-5
42
São Paulo-RG
São Paulo-RG
17
14
4
5
5
16
17
-1
40
São Luiz
São Luiz
10
14
2
4
8
11
19
-8
23
Passo Fundo
Passo Fundo
8
14
4
4
6
17
22
-5
19
Pelotas
Pelotas
8
14
2
2
10
12
25
-13
19
CLASSIFICAÇÃO GERAL
Pos
 
Equipe
Pts
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
Internacional
Internacional
35
14
11
2
1
27
9
18
83
Grêmio
Grêmio
26
14
7
5
2
25
13
12
61
Brasil-Pel
Brasil-Pel
26
14
7
5
2
17
6
11
61
SER Caxias
SER Caxias
24
14
7
3
4
21
15
6
57
Veranópolis
Veranópolis
22
14
5
7
2
16
12
4
52
Novo Hamburgo
Novo Hamburgo
20
14
6
2
6
15
16
-1
47
Juventude
Juventude
19
14
5
4
5
15
15
0
45
Cruzeiro-PoA
Cruzeiro-PoA
18
14
4
6
4
15
20
-5
42
São Paulo-RG
São Paulo-RG
17
14
4
5
5
16
17
-1
40
10º
São José-PoA
São José-PoA
17
14
4
5
5
13
16
-3
40
11º
Lajeadense
Lajeadense
16
14
4
4
6
14
14
0
38
12º
Aimoré
Aimoré
16
14
4
4
6
16
22
-6
38
13º
Esportivo
Esportivo
13
14
3
4
7
15
24
-9
30
14º
São Luiz
São Luiz
10
14
2
4
8
11
19
-8
23
15º
Passo Fundo
Passo Fundo
8
14
4
4
6
17
22
-5
19
16º
Pelotas
Pelotas
8
14
2
2
10
12
25
-13
19
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Estresse libera hormônios que podem detonar o coração

Dicas

 

Estudo relaciona cortisol a mortes causadas por infarto, pressão alta e derrame

 

O estresse é um inimigo do coração. As tensões emocionais propriciam doenças cardiovasculares aos montes. Já foi comprovado cientificamente que a alta liberação de hormônios em situações estressantes perturbam o organismo, provocando reações que englobam desde o aumento da pressão arterial a um fulminante ataque cardíaco. 

Preocupações diárias com problemas pessoais, excesso de trabalho, insegurança, frustrações, pressão, entre outros sintomas de estresse, desencadeiam reações que interferem no bom funcionamento do coração. A associação destes fatores com a pré-disposição genética a problemas cardiovasculares resultam em uma espécie de bomba para o corpo. Entender a gravidade da situação é o primeiro passo para combater as ameaças.

Descarga de hormônios 

Estresse afeta o coração

Estresse afeta o coração

Estar sob um estado de tensão mexe com o funcionamento do cérebro. De acordo com a cardiologista Maria Angela Plácido, quem vive uma rotina estressante libera altos níveis de hormônios que provocam instabilidade no organismo. A adrenalina é um deles.”Ela atua aumentando os batimentos cardíacos e a pressão arterial, o que pode culminar em um ataque cardíaco e até levar a morte”, explica. Já o cortisol, outro hormônio liberado durante situações de estresse, pode causar mortes em pessoas que já tenham doenças cardiovasculares, segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism

Para chegar a tal conclusão, pesquisadores observaram o comportamento de mais de 800 voluntários com mais de 65 anos e com histórico de problemas cardíacos. No período de três anos, cerca de 180 destas pessoas que estavam sendo acompanhadas morreram. A quantidade de cortisol que circulava no organismo delas era maior do que a esperada. Esse aumento está relacionado a complicações cardiovasculares. Segundo os números levantados no estudo, para as pessoas que não sofrem com doenças cardiovasculares os problemas causados pelo cortisol são quase imperceptíveis, mas para pessoas que tem histórico de doenças do coração, o aumento nos níveis desse hormônio eleva o risco de morte em até cinco vezes.

Em outra pesquisa, feita na Suécia e publicada na revista Diabetic Medicine, foi constatado que homens que passam por altos níveis de estresse podem dobrar os riscos de desenvolver diabetes tipo 2, aquele em que o organismo é capaz de produzir insulina, mas tem dificuldade de processá-la. 

Como combater o inimigo do coração 
Especialistas aconselham quem sofre com problemas cardíacos a fugir de fatores estressores para aliviar os sintomas do estresse. Alguns hábitos, segundo a cardiologista Maria Angela, podem ser incorporados à rotina para evitar danos fatais. Atividades físicas regulares, alimentação balanceada, sono sem interferência de ruídos já são de grande ajuda no combate ao inimigo. Além deles, claro, há inúmeras formas de manter a saúde do coração em perfeito estado, como manter os níveis de colesterol estáveis, não fumar, não estar acima do peso, entre outros. 

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Lasanha de vegetais

Receitas

 

Lasanha de vegetais

 

Tipo de Prato: Prato Principal
Tempo de Preparo:
 De 30 minutos a 1 hora
Rendimento: 8 porções

 

Ingredientes

 

  • 1 Colher(es) de sopa creme vegetal
  • 1 Unidade(s) cebola pequena picada
  • 2 Unidade(s) alhos-porós médios cortados em rodelas finas
  • 1 Unidade(s) cenoura média ralada no ralo grosso
  • 3 Unidade(s) tomates médios, sem pele e sem sementes, picados
  • 1 Xícara(s) ervilha fresca
  • 1 Colher(es) de chá sal
  • 2 Xícara(s) água fervente
  • 400 Grama(s) maionese
  • 150 Grama(s) massa para lasanha

 

Modo de preparo

 

1. Em uma panela, aqueça o creme vegetal em fogo médio e refogue a cebola.
2. Junte o alho-poró, a cenoura e os tomates e refogue por 3 minutos.
3. Adicione a ervilha, o sal e a água e cozinhe por 10 minutos.
4. Retire do fogo e acrescente a maionese, misture até obter um molho homogêneo.
5. Reserve.
6. Preaqueça o forno em temperatura média (180°C).
7. Em um refratário médio (31 x 19 cm), monte camadas alternadas de molho, massa e mussarela, finalizando com o molho.
8. Polvilhe o queijo ralado e cubra com papel-alumínio.
9. Leve ao forno por 15 minutos ou até o molho reduzir.
10. Retire o papel-alumínio e volte ao forno por mais 5 minutos ou até dourar a superfície.
11. Sirva em seguida.

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Topografia: Uso de GPS em levantamento topográfico

Agronomia

Como usar o GPS para fazer levantamento topográfico

O levantamento topográfico com o GPS faz uso de tecnologia e cálculos precisos

O levantamento topográfico com o GPS faz uso de tecnologia e cálculos precisos

O levantamento topográfico é uma atividade antiga, mas ainda muito executada. Atualmente, é possível utilizar a tecnologia de GPS (Sistema de Posicionamento Global), para sondar e demarcar o solo de maneira precisa. Estas atividades envolvem a demarcação de fronteiras, bem como a definição dos usos ambientais da área. Para estar em conformidade com as leis estaduais, federais e, às vezes, locais, qualquer projeto grande de levantamento topográfico precisa ser executado com o auxílio de um GPS. Embora a sondagem realizada para fins de obtenção de licença para um lote residencial não seja necessariamente um trabalho tão técnico, um topógrafo bom saberá aproveitar a tecnologia de GPS para realizar seu trabalho.

Instruções

  1. Posicione o GPS em um local estável. Determine a posição de acordo com as coordenadas do GPS, e faça testes para verificar a precisão. Se o equipamento estiver calibrado e sem obstruções, o ponto de controle desta ferramenta deve estar preciso e no alvo.

  2. Coloque o tripé, ou o receptor da antena que deseja usar para triangular ou calibrar a área. As ferramentas de topografia com GPS possuem pontos de controle pré-definidos de locais previamente verificados e sondados. Você pode utilizar esses dados, para criar uma grade e incluí-los na medição do ponto topográfico que está medindo.

  3. Posicione os instrumentos para localizar o receptor a partir do GPS, medir e demarcar a sondagem usando o sistema. Ajuste-o e calibre-o se necessário. Demarque os pontos no mapa de sondagem e confirme as informações, usando um nível de sondagem tradicional ou outras ferramentas de medição, se desejar.

  4. Mova o receptor para o ponto seguinte, e assim por diante, dependendo da área e do número de pontos a serem abrangidos até concluir sua sondagem. Isto dependerá da localização geográfica e das necessidades do trabalho. Depois de concluir essas medições de controle, integre as localizações já calculadas pelo GPS com a grade, para concluir sua sondagem.

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